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Na correria do dia-a-dia, esta pergunta esvaiu-se. Quem é você? Será que hoje você já tentou responder?
É muito complicado para nós, seres racionais, preocupados mais com nossas razões que emoções, respondermos esta questão. Será que é possível respondê-la sem substantivarmos a resposta? Digo, será que é possível responder, fugindo da lógica: sou advogado, pai de dois filhos, casado, etc.? Tudo bem, as coisas que nós fazemos também podem ajudar a responder esta indagação, mas quem somos nós em nossa essência?
Claro que ao responder isto, além de usarmos como parâmetros aquilo que fazemos, usaremos também como referência o que os outros dizem que nós somos. Pois, é também a partir da relação com os outros que nós nos estabelecemos, formamos a nossa identidade. Mas ninguém pode dizer quem nós somos. Só nós podemos! Afinal, é você que está em contato com você mesmo o tempo inteiro. Mas será que isso é verdade? Será que nós temos nos permitido entrar em contato com nosso mundo interno, com aquilo que de fato nós somos?
O nosso racionalismo não permite que nos comuniquemos com nossa essência, com aquilo que de mais puro existe em nós: os nossos reais motivos, os nossos mais profundos sentimentos.
Seria muito mais coerente se, por exemplo, ao tomarmos uma decisão, ao invés de nos perguntarmos o porquê, nos perguntássemos o para quê. Os “porquês” descrevem as razões e reforçam nosso lado racional, mecânico e volitivo. Os “para quês” descrevem a essência, a pureza, o afeto.
Voltando ao exemplo do advogado. Ao invés de ele responder por que quis ser advogado, ele pode buscar responder “para que” ele quis se tornar advogado. Dessa forma, ele se aproxima mais de saber quem ele é.
Comece a olhar para o passado, para o presente, para o futuro... Ao invés de refletir sobre o “porquê”, reflita sobre o “para que”. Existe uma diferença muito grande entre essas duas perspectivas. Ao conseguir responder o “para que”, acredito que se está mais próximo de conseguir responder: quem é você?
Contudo, responder esta pergunta nos gera angústia, vazio. Por quê? Ah, isso é assunto já abordado aqui no blog... Acesse o link:
Tenho me perguntado quem eu sou há um tempo.
ResponderExcluirEu sou o que eu faço? Sou quem cativo e com quem ando (lembra do ditado? hehe)? Sou a impressão que os outros têm de mim? Sou o que eu quiser?
Descobri que tenho alma, sentimentos, necessidades e objetivos. E é uma mistura disso tudo, mais a minha vivência, que resulta no que eu sou.
Sem angústia, porque a vida vivida é muito mais feliz que a vida existida. :P
E a busca pela identidade é eterna.